Nalva Araújo
 Capítulo 1 – A importância da auto-estima

A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. 
Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e
pelo que pensamos que somos. 
Os dramas da nossa vida são reflexo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. 

Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros. 
Além de problemas biológicos, não consigo pensar em uma única dificuldade psicológica – da ansiedade e depressão ao medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho, ao espancamento de companheiros e filhos, às disfunções sexuais ou à imaturidade emocional, ao suicídio ou aos crimes violentos – que não esteja relacionada com uma auto-estima negativa. 

De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. 
A auto-estima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória. Vamos entender o que é auto-estima. 
Ela tem dois componentes: o sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal. 
Em outras palavras, a auto-estima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito.

Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades). 
Ter uma auto-estima elevada é sentir-se confiantemente adequado à vida, isto é, competente e merecedor, no sentido que acabamos de citar. 
Ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto, mas ERRADO COMO PESSOA. 

Ter uma auto-estima média é flutuar entre sentir-se adequado ou nadequado,
certo ou errado como pessoa e manifestar essa inconsistência no comportamento – às vezes agindo com sabedoria, às vezes como tolo – reforçando, portanto, a incerteza. 
A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fone básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade.

Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto nível de auto-estima, vivenciando tanto a autoconfiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada.
Entetanto, infelizmente, uma grande quantidade de pessoas não se sente assim. Muitas
sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”.
Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.

No processo de crescimento e no processo de vivenciar esse crescimento, é muito fácil que nos alenemos do autoconceito positivo (ou que nunca formemos um). 
Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade,responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas. 

Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. 
Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima
positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.

 Como aprender a gostar de si mesmo -Nathaniel Branden(Continua.Capitulo -II)
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