Nalva Araújo


Atire a primeira bolsa quem nunca sentiu uma invejinha básica de uma amiga, de uma colega de escola ou de trabalho, de uma bonitona que estava circulando em uma festa, enfim, de alguma mulher que tinha um “quê” a mais. Sim, nós somos naturalmente competitivas. Gostamos de chamar mais atenção, ser mais inteligentes, mais bonitas, mais bem-vestidas e mais espertas do que as outras.


Começa lá na infância, quando queremos ter uma boneca mais legal do que a da nossa amiguinha, passa pela adolescência, quando queremos nos destacar no meio da turma, e continua pela idade adulta, quando disputamos com outras mulheres os homens disponíveis, uma vaga de emprego, uma promoção no trabalho e até um corpo perfeito. Ou seja, queremos ser as melhores em tudo. Mas até que ponto isso pode ser saudável? Conversamos com mulheres e psicólogas, que falaram para a gente do lado bom e do lado ruim dessa curiosa faceta feminina.

Rivalidade x competitividade
 
Segundo a psicóloga Olga Tessari, faz parte da natureza humana querer ser o melhor, o mais bonito, aquela pessoa que se destaca no meio da multidão. “A competitividade feminina está ligada à cultura. Ela sempre existiu, pois das mulheres sempre é exigido o máximo: tem que ser boa como dona-de-casa, mãe, esposa, profissional, em tudo. Então, nada mais ´natural´ do que elas competirem entre si a respeito de quem é a melhor, seja em que quesito for”, afirma. Para ela, a competição é saudável, porque faz com que a mulher melhore a si mesma para se destacar entre as outras.
Já a rivalidade, quando surge, traz consigo o sofrimento, o ciúme, a inveja, a irritação, a diminuição da auto-estima – principalmente diante de uma vitória da rival. Com isso, ocorre uma mudança de atitude. “A depressão leva a mulher a ter comportamentos fora do comum e exacerbados, como gastos exagerados ou compulsivos para poder estar à altura da outra ou mesmo superá-la; fazer jogos, alianças, acordos e estratégias; ser dissimulada. Isso geralmente acontece com mulheres que se sentem inseguras com relação ao seu corpo ou quanto à sua capacidade intelectual”, ressalta a Dra. Olga Tessari.
A psicóloga Silvana Martine tem uma visão parecida. Ela acredita que competir em qualquer área é seguir regras, se preparar, desenvolver competência, se superar. A rivalidade inviabiliza a competição, pois não obedece regras, desvaloriza competências e joga sujo com o adversário. Para certas personalidades, diz ela, ser competitivo é uma característica, mas entre as mulheres se intensifica pela educação recebida desde a infância e pela forma como isso é levado para a vida adulta. “O mundo em que vivemos reflete o que existe em muitos lares. Quanto mais se valorizam as aquisições materiais, mais se incentiva a competição desleal”, opina.
Aparência
Você já ouviu falar naquele ditado que diz que as mulheres se vestem para as outras mulheres? Ele tem um fundo de razão. A psicóloga Silvana Martine afirma que a primeira idéia que passa na cabeça delas, quando capricham no visual, é afastar a concorrência.
De olho nas outras
Se você acha que os hormônios têm culpa nessa história de competição feminina, aí vai um dado curioso. Uma pesquisa publicada em janeiro deste ano na versão online da revista britânica Proceedings of The Royal Society revelou que mulheres com alto nível de estrogênio consideram suas rivais menos atraentes. Isso acontece durante o período fértil – entre 12 e 21 dias após a menstruação. Segundo a autora do artigo, Mary Fisher, professora do Departamento de Psicologia da Universidade York, no Canadá, esse comportamento se justifica pelo fato de o corpo criar, nesse período, condições favoráveis ao acasalamento.  

Colegas ou rivais?
Se existe um lugar onde a competitividade e a rivalidade mais transparecem, é o ambiente de trabalho. Convivendo diariamente com as mesmas pessoas, é fácil se tornar alvo de alguém cheio de más intenções. Ao invés de se unir, muitas mulheres preferem apelar para uma porção de artimanhas: fofoca, sabotagem, traição, manipulação e até assédio moral. Para quem enfrenta a fúria – muitas vezes gratuita – de uma rival, o trabalho pode se tornar um pesadelo.
Como lidar com a rivalidade
 
Melhor do que fazer inimigos, é aliar-se a eles. Em outras palavras, a melhor saída é tentar se aproximar da “inimiga” e manter com ela um bom contato.

Matéria completa no site: http://www.olgatessari.com/id168.htm

[Confesso que tentei algumas vezes aproximação,mas dificilmente dá certo,uma vez rivais sempre rivais...
Em cada situação nova que se apresente a rivalidade renasce ainda mais forte,infelizmente!...]

Nalva Araújo

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1 Response
  1. Malu Says:

    É bem verdade, às vezes acontece tudo isto mesmo... Abraços e sempre meu carinho!!!


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